Aliança, Promessa, Paternidade & Odre Novo


Eu tenho 4 filhos e desde pequenos tenho visto que a natureza deles é de ver um pai cumprindo o que promete.

Me lembro que quando fui a primeira vez pro Japão, meu filho primogênito Matheus tinha 11 anos, e na hora de dar um até breve para ele, um choro compulsivo ele iniciou, a ponto de que eu fiquei muito assustado com aquela situação, e desde a hora que fui para o aeroporto, fiquei ligando algumas vezes para minha esposa para ver o que estava acontecendo. Ela me disse que ele não parava de chorar, só quando chegou em casa.

Confesso que uma das maneiras que usei naquele momento, foi prometer algo para ele, pois o menino em sua adolescência não poderia ficar traumátizado, além do que minhas viagens eram constantes para fora do país.

Para manter meu relacionamento vivo, com meu filho, em relação a todas as viagens que teria pela frente e também saudável o coraçãozinho dele, quando olhasse para seu pai missionário, eu fui impulsionado a fazer uma promessa, que eu deveria cumprir em tudo que eu falasse. Quando eu estava para embarcar eu liguei para minha esposa e pedi para falar com ele, e disse:

- Filho, pare de chorar, papai vai voltar e cheio de brinquedos!

No mesmo momento eu notei um certo silêncio, não havia mais nem soluço, mas um jovemzinho que viu seu pai prometer algo, e que iniciava ali 2 coisas, a primeira que ele não iria mais chorar, ficar triste, ficar debaixo de uma angústia, e a segunda é que ele tinha uma promessa, algo que alegria seu coração, uma recompensa viva.

Me rocordo que meus dias no Japão foram de que eu não poderia morrer ali, pois deveria voltar para casa, e passei grandes momentos comprando presentes para a minha família, e alguns preciosos brinquedos para Matheus. Isso tem feito de meu filho hoje um homem de Deus, onde nunca vi em seu caracter, uma pessoa interesseira, mas na verdade entendedor do que é uma promessa, ainda mais dada pelo nosso Deus, pois Ele não volta atrás.

No ato da circuncisão existe uma promessa dada pelo pai ao filho, e assim que iniciou o relacionamento de Abraão com seu Deus. Na saída da terra dos seus pais naturais, em Genêsis 12, Deus assumiu todos os riscos que seu filho Abraão passaria. Poderíamos colocar esse capítulo com um dos itens do capítulo 1, mas a importância de entendermos que Deus estava no ato da circuncisão fazendo uma aliança e dando uma promessa é importante.

Deus associou a circuncisão a duas das grandes eventos, que são as promessas:

1) Ele faria uma grande nação dos descendentes de Abraão.

2) Daria-lhes uma terra como herança.

Vejo que para Matheus, meu filho primogênito, a realidade do sofrimento do seu coração em obedecer a uma situação, e principalmente a uma direção, o faria ver uma promessa. Naquele momento, o ambiente era de uma mesa de circuncisão, pois eu como pai tive que tocar em seu coração, e ensiná-lo a obedecer, pois minhas palavras soavam a autoridade do pai, e no Matheus em obedecer, pois como filho ele era desafiado em se sujeitar. Eu entendo que Deus o nosso Pai, lançou uma palavra que por mais que fosse naquele momento radical, serveria para que Abraão escolhesse um final que chegasse na promessa do Pai, pois o fato era o que ele mais queria, uma geração de filhos.

Não se chega em nenhuma promessa dada por Deus, de qualquer jeito. Eu tenho 20 anos de ministério e meu coração sangra em lembrar desses anos, em ver que as pessoas que não chegaram na totalidade das promessas, foram as que esqueceram que para se chegar, deveriam entrar no nível da obediência, pois foi assim que Abraão viveu em seus dias.

NÃO SE PARA UNIDADE, COMUNHÃO, PROMESSAS

Abraão quando subiu ao monte com seu filho, deu passos em direção ao local do holocausto juntamente com Isaque, ou seja, lado a lado. Não podemos deixar de ver que Abraão como Pai da fé, é referência, de que temos que caminhar e estruturar nossos filhos, lado a lado conosco. A comunhão entre Isaque e seu pai Abraão, e o entendimento que os dois tiveram de subir até o altar e sacrificarem juntos, foi um princípio que muitos tem esquecido, devido também a tanto sistema, e uma escassez de propósito. Hoje a necessidade de termos crescimento, e também de estruturarmos algo que nos responda nossos anseios, tem deixado pra trás, o principal, que é darmos uma qualidade diária aos nossos filhos na fé, ou filhos naturais, que seja em excelência. Não se engane que isso se faz com meia horinha com seu filho na fé, ou seu filho natural, durante uma semana, mas a verdade é que um relacionamento saudável, que vai gerar estrutura sólida e cheia de vida, é diário. Vemos em Gn 22, que a clareza de propósito e a integridade do coração de Abraão em respaldar seu filho, em dar a ele o melhor, mesmo que fosse em meio a um grande desafio de fé, foi o fundamento para que o Senhor dos Exércitos, trouxesse naqueles momentos um avivamento tão genuíno. A Igreja de Jesus estava tão cheia do propósito do Pai, que ela se portava assim, dessa maneira:

"E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração, Louvando a Deus, e caindo na graça de todo o povo. E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar." (Atos 2:46,47)

Nota-se que o excelente não foi esquecido, ou vendido, pelo corre corre, ou a falta de um genuíno coração que forma e da capacitação, mas a Igreja de Jesus, fundada e fundamentada pelos apóstolos de Cristo, tinha em seu dia a dia, um estilo de vida, de caminharem diariamente, unidas em um mesmo propósito. Hoje meu maior desafio é abrir mão de qualquer coisa que vai me fazer formar, uma família sem bases, ou discípulos também sem bases, que como resultado disso, não alcançarão grandes promessas. Jesus disse assim:

"E ninguém deita vinho novo em odres velhos; de outra sorte o vinho novo romperá os odres, e entornar-se-á o vinho, e os odres se estragarão; " (Lucas 5:37)

A promessa que hoje Deus tem cumprido em nossas vidas, sejam elas em que área for, foram ditas, e hoje estão sendo estabelecidas, mas com bases, em estruturas que temos em alguns momentos, padecido, para aprendermos. Um pensamento de um Odre Velho, é eu não ter entendimento de uma boa estrutura, para que se venha então um novo tempo, em que promessas se cumpram, e me tragam alegria e paz.


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