As Tradições Vs Novo Tempo


A cultura travestida de uma forte tradição tem-se desenvolvido até nossos dias, de maneira que podemos não perceber ou ver, mas ela está acomodada e muito tranquila em uma geração que vive mais de tradições, costumes e manias, das mais variadas justificativas, para transformar a verdade que está em Jesus, em mentiras que caibam em nossa cultura de vida, tradições que recebemos em nosso DNA. A liberdade que foi perdida no Éden, por um ato fora daquilo que Deus havia falado com Adão e Eva, desencadeou uma avalanche de situações, dando inicio a uma postura de o homem viver apoiado em idéias que ajustem-se dentro do seu relacionamento com Deus deteriorado pela desobediência, e da necessidade então de  poder chegar á Deus não pelo amor devoto a Ele, mas na tentativa de poder alcançar resoluções, despertando para conexões com algo que possa chegar perto de uma direção ou mandamento de Deus sobre o homem. Isso vem acontecendo nas gerações desde o início.


Em Deus está a verdade!

Não existem meios pelo quais podemos desenvolver verdades, isso porque “a Verdade” não tem nada haver com as nossas verdades humanas, desenvolvidas em experiências ou recebidas de herança  pelas gerações. A Verdade está estabelecida totalmente em Deus e não em nós, ou em nossas justificativas e experiências. Essa luta esteve viva em todas as épocas, passando de Adão a tantos outros homens, que tentaram encontrar respostas e direções, com sinais tão vivos, interiorizando e humanizando uma razão para a vida, em esconderijos como no Éden, um lugar santo e feito para a habitação do homem e a presença de Deus, mas que tornou-se um lugar que o homem tenta esconder-se da essência de Deus e de toda a Sua verdade e direção sobre a terra e a criação de Deus. Em Gênesis 5, nos primeiros versículos, vemos que Adão já estava gerando juntamente com sua esposa filhos segundo a sua própria imagem, deteriorada por um fracassado relacionamento com Deus, criando assim filhos que estavam já vivendo de um DNA que sofreu mudanças, e não mais da maneira santa e direcional, de como haviam sido criados.


Início de tradições

Primeiro vamos ver o que significa a palavra “tradição” ou “tradições”.

tra·di·ção

substantivo feminino

1. Via pela qual os factos ou os dogmas são transmitidos de geração em geração sem mais prova autêntica da sua veracidade que essa transmissão.

"tradições", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://www.priberam.pt/dlpo/tradi%C3%A7%C3%B5es [consultado em 05-01-2017].

Caim e Abel deram início a era de que o homem dá um jeito, e que por tradição faz-se como adorador, em algo que aparenta dar o melhor a Deus, mas tradicionalmente busca uma forma de fazer conforme seu jeito, em suas mais diversas formas e idéias. Vemos na descrição do texto mais conhecido que está em Gênesis 4:1 ao 16, histórias que opõem-se, um homem sendo livre, filho, e que sustenta a forma de que foi chamado para relacionar-se com Deus pela verdade, com a maior liberdade e em santidade, e o outro, fazendo contas de como se relacionaria com Deus e com as pessoas. Um DNA corrompido com idéias e mudanças de trajetos, devaneios de como viveria em uma terra que estava passando por mudanças devido a erros, induzida por uma palavra enganosa da serpente, o inimigo, onde o que vemos e que estava no ar, foi uma verdade dissimulada em “quase verdade”, que naquele momento cabia dentro do que o homem e mulher tinham como vontade, como justificativa para aquilo que gostariam de fazer.

As tradições iniciam-se por factos ou dogmas que não tem uma autenticidade com a máxima verdade, e assim entram dentro de uma cultura que transforma a verdade em algo que parece ser uma verdade, trazendo males e enganos, e que resultam nos mais diversos problemas. As gerações tem sofrido com essas mudanças, e a verdade é que desde que Jesus  nasceu, o inimigo quis de todos as formas e maneiras usar a tradição para trazer morte ao esperado Messias, desde os dias que Herodes deu um decreto da morte de todos os recém nascidos. Hoje existe uma real necessidade de voltarmos os olhos para o Senhor e enxergarmos que Ele não está sustentado por uma tradição, mas pela verdade que é o seu propósito sobre a terra. Vejamos!


As gerações

As gerações foram formadas em tradições que estão muito vivas, e fazem parte do dia a dia cultural. Isso é muito forte em muitas áreas como comunicação, economia, educação, e quando Jesus manifestou-se, ele foi diretamente contra todas essas coisas, o que trouxe fúria dos inimigos. Uma geração que relacionava-se com Deus por favores, uma geração que voltava as costas para Deus se não recebesse daquilo que estavam acostumados, fazendo com que vivessem do autoritarismo, religião e corrupção. Quando falamos e usamos a palavra “tradição”, não estamos falando sobre coisas que passaram pelos anos e estão assim antigas, até porque existem muitas coisas antigas que tocaram gerações e foram base na história para aquilo que vivemos hoje como reino ou como uma história dos séculos.  Referimos a tradição que são dogmas, preceitos de homens, que veiculam nisso a maneira de ser, existir e viver dentro de uma cultura, seja ela em que área for, e também consoante a Igreja. Hoje, a quantidade de métodos, direções que cada congregação vive e as tantas formas de viver-se como Igreja, se tiverem bases nos fundamentos de Jesus  estão vivendo da máxima verdade, mas a religião que consome forças e subtrai o perfeito amor, a santidade e a verdade, estão ligada diretamente a tradições imputadas por homens, que tem isso por bases e acostumaram-se com idéias, manias, e moldaram-se nessas estruturas. Vejamos!

"E assim invalidastes, pela vossa tradição, o mandamento de Deus. Hipócritas, bem profetizou Isaías a vosso respeito, dizendo: Este povo se aproxima de mim com a sua boca e me honra com os seus lábios, mas o seu coração está longe de mim. Mas, em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos dos homens." (Mateus 15:6-9)

A formação daquela geração condizia em viver para si e para aquilo que suas vontades apontavam, e não para adorar ao pai em espírito e em verdade.

Quando Jesus traz os fundamentos que como a verdade, a tradição e as manias que cercava-os da vontade humana, e justificativas que coubessem naquilo que os fariseus e hipócritas queriam receber de Deus pela vã maneira deles viverem em seus dias, rejeitaram o Cristo.  As doutrinas, que eram preceitos de homens, conforme Jesus fala em Mateus 15:9 expôs diretamente os ensinos e mandamentos ligados a aquilo que o homem queria viver em suas vontades, e não naquilo que Deus queria restaurar naquela geração, e assim foi em todas as gerações. Hoje século 21, precisamos rever conceitos ou pré conceitos gerados pelo homem e entrar em um lugar em Jesus, que possa refazer e restaurar a nossa cultura, que está fundamentada por uma tradição enferma, necessitada de um real crescimento em Deus. Vejamos!

“Tende cuidado, para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo; ” (Colossenses 2:8)

Cuidado para não voltar a tradição!

Justificativas para andar desordenadamente e não segundo Cristo é algo que temos que tomar cuidado! Voltar ao primeiro amor refazer-nos-a de qualquer mentira que nos leva a não caminhar por tradições de homens, cujo destino será afastar-nos de um real alinhamento que está no coração de Deus. Com quantas coisas Jesus deparou-se? Lugares onde as tradições eram um ponto de apoio e viviam em relevância, que foram quebradas por uma clara direção de Deus e soberania da verdade, apoiada nos fundamentos de Deus! A Igreja na Galácia iniciou um tempo maravilhoso e especial quando caminharam de acordo e totalmente com o Espírito Santo, em uma crescente relevância naqueles dias, tocando muitas vidas, cheios da presença de Deus, mas em meio a tudo isso havia a tradição da lei, instalada em alguns corações que iniciaram bem a vida em Cristo, e de fato viviam uma intensidade límpida e real em Deus, enquanto alguns ainda presos a ensinos de homens, exaltavam a vontade humana e anelavam em tradições a fé e a vida em Cristo. Uauuuu, como isso foi real sobre a Igreja dos Gálatas, e quanto eles foram exortados por Paulo? Praticamente em toda a carta para a Igreja da Galácia, ele chamava-os a voltarem as verdades de Cristo, e não mais permanecerem nas mentiras da tradição. A finalidade única de uma tradição mentirosa é oprimir o homem, e deixá-lo longe da intimidade com Deus, vivendo inteiramente para seu agrado. Vejamos!

“Meus filhinhos, por quem de novo sinto as dores de parto, até que Cristo seja formado em vós;” (Gálatas 4:19)

Nota-se nesse versículo a fidelidade de Paulo aos Gálatas, como filhos na fé, e a responsabilidade de gerar, ter dores de parto para formá-los, não de tradições, de jugos, mas na liberdade santa de um Cristo que foi entregue e morto por suas vidas, a fim de levá-los a viverem um avivamento genuíno e não uma fé com hipocrisias.

Esses dias tem sido datados das mais diversas manias e erros grotescos, de não querer olhar para a Palavra de Deus e buscar nela a direção exata para essa geração, em auto-justificar-se por exemplo, erros e não acertos que vividos por uma eternidade. Um exemplo desse século é o como existe uma tradição de que alianças e casamentos podem parar pelo meio do caminho, e se não bastasse o contrair novas núpcias, ou seja, casar-se novamente. O divórcio de Moisés por exemplo, foi declarado como opção exatamente por uma posição de uma tradição ao coração do homem, mas um novo casamento não está em nenhum momento como opção, senão o óbvio, se houver a morte de um dos conjugues, ai o viúvo(a) é livre para casar-se novamente, e se o divórcio aconteceu antes de conhecer a Palavra de Deus, feito no tempo da ignorância do conhecimento de Deus, não é levado em consideração. Mas hoje, os corações arremetem-se em que o homem deve ser feliz novamente, ou nas mais seguras declarações de que o homem pode ter o direito de anular um casamento e casar-se com alguém que o faça feliz. Para quem conhece a Palavra e converteu-se a Jesus, aliança é somente uma.

Tradições sempre vão querer inocentar o homem, e não deixá-lo ser amado e alinhado por um Pai verdadeiro, sendo conduzido á uma liberdade verdadeira. A artimanha do inimigo que sustenta a tradição é uma religião que não deixa o homem ter entendimento e conhecimento de que sua maior alegria vem em primeiro lugar do seu relacionamento com Deus, e todas as demais coisas serão acrescentadas.

“Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem.” (Marcos 9:9)

A tradição de Samaria

Em João 4 vemos Jesus passar por Samaria, algo que a própria Palavra diz que foi necessário Ele passar por ali e remir, santificar aquela região, devorada por religiosos que viviam adorando a outros deuses, buscando a felicidade em uma sede de justiça e em achar soluções por meio de devoções, práticas e tantas coisas, a fim de chegar em um lugar de paz e alegria. Quantas pessoas nessa geração ou nesse século estão atrás de uma alegria que não encontram em nenhum lugar, buscando das mais diversas formas preencher vazios que não podem ser preenchidos pela vida, pois aquele que não conhece a Deus como Pai, e não recebe do Seu amor, não consegue preencher o coração. Samaritanos e Judeus não se davam, por fatos históricos e principalmente  pela divisão que houve das tribos do Norte e do Sul após a morte do Rei Salomão. Samaria então se uniu a povos pagãos, fazendo alianças com deuses, adquirindo costumes, iniciando culturalmente uma forte tradição de introduzir verdades de Deus sobre mentiras dos deuses pagãos, ou seja, mentiras sobre as verdades absolutas de Deus e assim, algumas tradições foram criadas nessa junção de religiões. Á partir disso, outras situações aconteceram, como a construção de um templo no monte Gerezim, como uma forma de vingança dos samaritanos, por não terem sido aceitos e ajudados pelos judeus em momentos de necessidade. Todas essas coisas, tumultuadas por tradições em um cultura mística e cheia de enganos, oprimiram tanto samaritanos como judeus. Imaginem tantas diferenças e rivalidades, onde os judeus achavam os de Samaria endemoninhados, envolvidos por mentiras, e os samaritanos magoados por verem que os judeus menosprezava-os. O quanto de opressão por anos e anos?! Jesus vendo tudo isso e sabendo de todos os acontecimentos, entendeu que era necessário passar por Samaria para que todas essas tradições fossem quebradas, e esse povo fosse livre de tantos males e enganos, e bem assim os judeus. Isso deixa-nos claro que Jesus não estava preso a tradições, a uma cultura mentirosa e destrutiva tão longe das verdades de Deus. Tradições mantém-se vivas quando não existe a verdade que é Jesus sendo vivido de uma maneira simples, cheia de amor e de misericórdia. Porque Jesus em uma das suas mais conhecidas parábolas fala do bom samaritano, sendo o único que parou e trouxe vida e um novo tempo para aquele necessitado? Imagino que os judeus quando ouviram isso ficaram com o estômago pegando fogo! Mas a verdade é que Jesus não estava querendo trazer uma paz onde não existia, porem Ele mesmo estava ali em Samaria para remir aquele povo e quebrar toda a inadequação e ódio dos corações. Onde Jesus passava havia remissão e perdão de pecados, e um claro entendimento de quem Ele era, e dentro disso uma liberdade era vivida com intensidade e liberdade de um novo tempo. Foi isso que Samaria provou!

“E era necessário passar por Samaria.” (João 4:4)

A mulher samaritana, tão conhecida por sua sede que não era saciada pelo poço de Jacó, também movido por histórias e tantas divisões em um lugar distante de Deus, estava diante do Messias, que falou toda a sua vida, casada tantas vezes erradamente e que agora tinha a maior chance de sua vida, entregar-se a Jesus como seu único salvador. Para haver remissão é necessário um claro entendimento, seguido de arrependimento. Foi o que ela testemunhou e muitos samaritanos voltaram ao encontro de Deus, quebrando uma religião falsa, cheia de mentiras e maneiras para agradar a Deus, e ao mesmo tempo de poder agradar o íntimo, pela vã maneira de viver. Ela reconheceu o Senhor, Samaria enxergou o Messias, aceitaram- No como o esperado entre tantas gerações, exclamando em alta voz pelas ruas que um novo tempo estava chegando sobre eles, pois o redentor estava ali entre eles, dando capacidade, clareza, revelação desse novo tempo. Uauuuuu, como isso é importante para o tempo de hoje! Quantas tradições nasceram por divisões e mentiras que perduram por séculos podem cair pela nosso entendimento e arrependimento, e reconhecimento de que só em Jesus podemos obter e viver as fontes da vida.

“E muitos dos samaritanos daquela cidade creram nele, pela palavra da mulher, que testificou: Disse-me tudo quanto tenho feito. Indo, pois, ter com ele os samaritanos, rogaram-lhe que ficasse com eles; e ficou ali dois dias. E muitos mais creram nele, por causa da sua palavra. E diziam à mulher: Já não é pelo teu dito que nós cremos; porque nós mesmos o temos ouvido, e sabemos que este é verdadeiramente o Cristo, o Salvador do mundo. E dois dias depois partiu dali, e foi para a Galileia. Porque Jesus mesmo testificou que um profeta não tem honra na sua própria pátria.” (João 4:39-44)

O que viveremos? Tradição ou um novo tempo?


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