PESSACH 2017! Entrando Na Terra Que Mana Leite e Mel!


A Palavra era que o Egito já não seria o lugar onde milhões de judeus continuariam presos, escravos, mas que existia uma terra que manava leite e mel, uma promessa para os filhos que vivessem um novo tempo de alinhamento dos céus sobre a terra, e que se cumprisse algo diretamente ligado para aqueles que se relacionassem com Deus. O que vejo em Pessach (Páscoa) é o quanto o Senhor nos chama a interagir em um relacionamento vivo, que faz de nós filhos que se sentam a mesa do Pai, saindo de um ambiente só de palavras, de sonhos, de imaginação, para um lugar de confronto á uma prática viva, resultando em liberdade para sonhar, viver, respirar um novo tempo em nossas vidas.

Quando vejo Deus dando a direção que no pão não poderia ter fermento, que o Cordeiro teria que ser Santo, que o sangue deveria ser derramado sobre os umbrais, que a família teria que comer o Cordeiro em unidade e singeleza de coração, isso me faz pensar que Deus nos quer em um lugar de liberdade, de leveza, de paz, e não em um lugar de morte, de lutas, indiferenças, lugar que a nossa alma por muitas vezes prefere estar é justamente pela vida que levamos no Egito, que atingiu nosso DNA, nossa cultura e que de alguma maneira deformou aquilo que Deus, nos dias da saída de Israel até aos nossos dias, tem querido nos libertar.

Hoje, olho para tantas coisas que o Egito pode de alguma forma ter dominado, por tantos anos, a maneira de viver e de pensar dos israelitas, o que me faz refletir de como em nossos dias e nessa geração, podemos nos condicionar a ter pensamentos de escravos, de pessoas esquecidas em um lugar sombrio e sem vida, e que por isso, não consegue entrar em um lugar de vida e felicidade completa. Naquela noite de Pessach, a única coisa que os poderia diferenciar do Egito era o sangue do Cordeiro, senão a morte tocaria a todos, independente de qualquer coisa ou nacionalidade, ou se falando de uma maneira mais profunda, até de qualquer tipo de promessa. A falta da prática, da comunhão, da mesa, do pão sem fermento, das ervas amargas, e do principal que era o Cordeiro, não anularia uma cultura de escravidão, que tomou a nação de Israel.

"E quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue; e sem derramamento de sangue não há remissão." (Hebreus 9:22)

É SEM FERMENTO! A liberdade de se celebrar o Pessach (Páscoa), sem o fermento velho, sem a maldade e malícia do coração, era um grande desafio para o povo que precisou aprender a viver mediante aos olhos da perseguição. No mínimo, quem vive debaixo de uma perseguição diária, de olhos que estão voltados minuto a minuto ao cotidiano e ás ações, pode adiquirir reações de defesa, como malícia, no intuito de se manter de pé em algumas situações. Na mesa de Pessach (Páscoa) ali no Egito, o pão era sem fermento, e na mesa de Paulo, o apóstolo, quando ele se refere a Pessach (Páscoa) aos Coríntios, o pão também era sem fermento velho. Um pouco de malícia e de maldade leveda e estraga toda a massa (estrutura). Vendo isso, surge uma pergunta em meu coração para nessa geração: como se relacionar na mesa sem o fermento e sem a malícia? Como termos um relacionamento com Deus e com pessoas, que sai desse lugar de fermento velho (farisaísmo), para um lugar em que as coisas serão construídas dentro de uma verdadeira liberdade, semelhante ao Cordeiro de Deus? Nisso, percebo que Deus nos faz ter a oportunidade de em Pessach (Páscoa), podermos ter um momento de quebrantamento, que nos leve a rever situações, pensar na vida e refletir em uma verdade que nos liberte, e nos faça entrar em um novo tempo, em uma nova verdadeira vida! Você já pensou o quanto nosso DNA recebeu de influencias da vida que foi formada no Egito, onde é olho por olho, e dente por dente? Já parou para pensar de como o Egito tem uma filosofia de vida, uma forma, uma maneira dominadora, que mexeu com a educação, a cultura e o tempo que Israel passou naquele lugar; e nós, quando estávamos no mundo, na vã maneira de viver, também recebemos tantas coisas que lutam contra Deus, Cristo, e com o Espírito Santo, que são livres e santos. A escravidão entrou na forma, na falsa justiça, na indiferença, na imoralidade, nos mais diversos pensamentos de inferioridade, formando uma estrutura falsa, totalmente fora daquilo que Deus é, e daquilo que Deus fez no jardim do Éden.

INFORMAÇÃO GERA FORMAÇÃO! Certo dia fiquei com meus pensamentos e olhos voltados á uma novela no Brasil. Eu não tenho tempo para seguir uma novela ou ter hábito de ser assíduo, e também não quero entrar em méritos se é santo ver novela ou não, mas o Cristão que busca ser guiado pelo Espírito Santo, sabe aquilo que contamina. E o que me chamou atenção foi que uma das principais participações, era uma mulher, mãe de família, muito má, e o quanto ela em sua vida normal, vivia de mentiras e através delas, buscava se manter, ter algum destaque em casa, algum tipo de benefício, utilizando suas mais diversas maldades. E no último capítulo da novela, quando a vida dessa mulher foi desmascarada e todos souberam das suas mais diversas loucuras, e formas de conquistas, foi contado que ela passou a infância catando lixo pelo que me lembro, em um ambiente hostil, onde foi abusada, onde foi massacrada pela cultura de quem é mais forte, do dia a dia de quem ganha é o que consegue na força ou quem cria habilidades para persuadir os maiores. Foi assim que ela cresceu, foi assim que ela foi formada, e foi assim que ela se acostumou a viver, e mesmo adulta e vivendo fora da antiga realidade, tinha ainda os mesmos reflexos para poder chegar aonde queria. O Cordeiro, o seu sangue, o pão sem fermento, que significa o corpo, nos dão um entendimento, de que não existe vida sem que haja a remissão, a rendição, o arrependimento, a comunhão repleta com o lugar aonde o Cordeiro Santo está! Nisso vejo o quanto uma verdadeira Páscoa, celebrada com entendimento e com unção, pode nos fazer praticar a liberdade e nos trazer libertação de um passado, que por vezes está tão presente em nossas mesas, em nosso interior, em nossas casas.

"E, sem dúvida alguma, grande é o mistério da piedade: Deus se manifestou em carne, foi justificado no Espírito, visto dos anjos, pregado aos gentios, crido no mundo, recebido acima na glória." (1 Timóteo 3:16)

OPORTUNIDADE! O ENTENDIMENTO E A PRÁTICA LEVANDO UM POVO A UM NOVO TEMPO! Quem quer viver escravo, sem moradia, sem sonhos, levante a mão? UAUUUU.... Se Deus nos perguntasse assim, como seria? Para isso, o Cordeiro teria que estar dentro de casa, e o seu sangue passado nos umbrais da casa! Nossa consciência precisa ter um entendimento sedimentado e bem vivo, de que na casa teria que ter o Cordeiro! UAUUUU.... Vamos escrever de novo.... É necessário o Cordeiro, e Ele tem que ser morto, e seu sangue passar pelos corações, pelas estruturas, pelas portas, pelos umbrais eternos. Porque a repetição? Porque enfatizar tanto isso? Quando Jesus se manifesta como o Messias em Israel, existia uma dificuldade de entendimento, de épocas, de anos, idades, de regionalidade, de como viver a cultura, a religião, e tantas coisas, que só faziam o entendimento engessar, mediante ao "verbo que se fez carne, e habitou entre nós".

"Levantai, ó portas, as vossas cabeças; levantai-vos, ó entradas eternas, e entrará o Rei da Glória." (Salmos 24:7)

Difícil entendimento entre os séculos! O Cordeiro morto pela família, sendo guardado pelo seu sangue, trazendo remissão, deixou na Páscoa um claro entendimento de que só existia vida e direção no Cordeiro morto! Sem o Cordeiro não existia vida, nem possibilidade de alinhar-se á uma promessa! Uma das maiores crises da humanidade é o reconhecimento do Cordeiro morto, que trás vida sobre nossas vidas! Passar pelas portas da injustiça, da vergonha, da soberba de que o homem é o centro, nossas idéias e padrões, paixões e ideais, e tantas coisas, deixam a mente e coração do homem distantes de uma verdade, de que só Ele é a verdade, a Palavra que pode nos conectar a um novo tempo.

"E disse-lhes: São estas as palavras que vos disse estando ainda convosco: Que convinha que se cumprisse tudo o que de mim estava escrito na lei de Moisés, e nos profetas e nos Salmos. Então abriu-lhes o entendimento para compreenderem as Escrituras. E disse-lhes: Assim está escrito, e assim convinha que o Cristo padecesse, e ao terceiro dia ressuscitasse dentre os mortos, E em seu nome se pregasse o arrependimento e a remissão dos pecados, em todas as nações, começando por Jerusalém. E destas coisas sois vós testemunhas." (Lucas 24:44-48)

A necessidade de entendimento e uma compreensão das Escrituras, sobre os próprios discípulos de Jesus foi de extrema necessidade! Jesus veio cumprir aquilo que estava escrito e alinhado nos céus, e sobre a terra. O homem enquanto não se curva a Jesus, e trás isso para a vida, continua submetido a uma morte, que estava instalada por exemplo, no Egito. Um exemplo vivo disso é quando Josué foi direcionado por Deus a ter que circuncidar homens no deserto, enquanto estavam indo para a terra prometida, pois não o foram circuncidados antes. UAUUUUU... porque isso? Para que se cumprisse aquilo que fora dito! A circuncisão fazia parte, e não poderia ser colocada de fora! Atenção! Nesse momento muitas pessoas se sentem fora do tempo, fora de um alinhamento, um destino, que faça que do interior flua algo, que traz paz, alegria e vida. Isso está ligado diretamente a um entendimento e compreensão, de que o Cordeiro precisa estar na mesa, de que necessitamos nos alinhar por uma verdade, e não por um evangelho radicado na religião de trocas e favores.

Eu tenho um filho de 12 anos, que é um adolescente, cheio de vitalidade, vontades, sonhos. Prometi que nessa idade daria um telemóvel(telefone) para ele, e o que fiz foi dizer que aquele telefone para ele seria algo que o edificasse, que trouxesse algo de bom, e não qualquer coisa que sirva para tirá-lo da presença de Deus, e da paz com sua família. Sabemos hoje que smartphones tem muitas tecnologias, que podem trazer bençãos ou a praga da maldição, que se cumpre aonde existe brechas e aberturas. Eu e Fernanda como pais fomos chamados para circuncidar, tocar, mesmo que doa e que fira, mas que traga a vida de Deus sobre os nossos filhos. Uma das doenças mais graves que atingem as famílias é quando não há direção e alinhamento, e isso se deve ao fato do "entendimento e compreensão". Tudo que ensinamos a Davi, em relação a um smartphone, são coisas que estão abrindo seu entendimento, e dando a ele uma compreensão que está desenvolvendo temor e fé na Palavra de Deus sobre a sua vida, e para a glória de Deus, temos visto ele com temor de saber, que aquele a quem muito é dado, em muito também será cobrado. Se falando da Páscoa, da ceia, e de como vivermos esse momento, eu vejo algo em Paulo, que me chama muito a atençao ... ele ensina a Igreja de Corinto que sem entendimento e sem compreensão, podemos entrar em um lugar não muito bom. Olhe isso!

"Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e assim coma deste pão e beba deste cálice. Porque o que come e bebe indignamente, come e bebe para sua própria condenação, não discernindo o corpo do Senhor. Por causa disto há entre vós muitos fracos e doentes, e muitos que dormem." (1 Coríntios 11:28-30)

Falta de entendimento é um mal, algo que tem trazido males nessa geração! Israel saiu do Egito, mas necessitou compreender aquilo que estava acontecendo naquela noite de Pessach (Páscoa), se sujeitando ao Senhor para uma grande libertação. Fugir disso é uma ignorância que traz a falta de entendimento, e o resultado é a falta de conhecimento, algo que tem-se agravado nessa geração, que precisa mudar e se aprofundar, e buscar com toda a intensidade o examinar-se a si mesmo. A entrada na terra prometida, para um tempo que podemos chamar de novo, ou o melhor tempo que esperamos, já está proposto ás nossas vidas, e na verdade já foi liberado em Cristo, mas o favor disso vem movido daquilo que nossos corações se estruturam para esse acontecimento. Quando estou com meus filhos, aquilo que mais Deus tem movido meu coração, é prepará-los e ensiná-los, para que possam assim, ter o entendimento necessário para romper, crescer, e chegar a lugares extraordinários. Isso foi tão forte sobre Israel, que foi necessário cegar-lhes os olhos do entendimento, para que a salvação chegasse a eles, pois era necessário crer. UAUUU... isso é algo muito louco! Sim, o entendimento dos judeus foi interrompido, mas o véu foi rasgado, pois é necessário crer, mas é necessário para isso ter compreensão. VEJA!

"Cegou-lhes os olhos, e endureceu-lhes o coração, A fim de que não vejam com os olhos, e compreendam no coração, E se convertam, E eu os cure. Isaías disse isto quando viu a sua glória e falou dele. Apesar de tudo, até muitos dos principais creram nele; mas não o confessavam por causa dos fariseus, para não serem expulsos da sinagoga." (João 12:40-42)

Diferença daqueles que apesar de não terem visto, creram através de uma plena convicção que veio por entendimento... Quando Pedro prega em Atos 2, fica claro ali que aquela aula que ele deu de redenção, trouxe entendimento, e isso fez que eles chegassem em um lugar onde já não estava mais obscuro, mas estavam sendo conhecedores de uma verdade, revelada antes da fundação do mundo. Quando vejo Abraão, não posso crer em outra coisa, de que ele compreendeu a redenção! Ele viu que existia algo maior, ele compreendeu que existia algo acontecendo em seus dias, que sua compreensão, não poderia entender tudo, mas ele viu, percebeu algo. VEJA!

"E vós não o conheceis, mas eu conheço-o. E, se disser que o não conheço, serei mentiroso como vós; mas conheço-o e guardo a sua palavra. Abraão, vosso pai, exultou por ver o meu dia, e viu-o, e alegrou-se." (João 8:55,56)

Jesus falava daquilo que conhecia! Abraão viveu em seus dias daquilo que viu! E nós? Que faremos com Pessach (Páscoa)? Algo está sendo revelado, e nisso o conhecimento, o entendimento está como sendo uma porta a se abrir, trazendo revelação. O Cordeiro ressuscitou, e junto com Ele, nós estamos entrando em um novo tempo, em um ano de que podemos chegar em lugares tremendos. Celebremos o Pessach (Páscoa) com revelação, e vamos entrar naquilo que está proposto para nossas vidas!

"E, se Cristo não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé." (1 Coríntios 15:14)


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